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Juíza evangélica que negou casamento gay vai celebrar união
Um dos primeiros casamentos entre homossexuais na Argentina será celebrado pela juíza de paz Marta Corvella, que provocou polêmica depois de assegurar que não oficializaria uniões gays. A cerimônia será realizada no dia 17 de agosto, na cidade de General Pico, na região central do país. O matrimônio entre pessoas do mesmo sexo foi promulgado ontem pela presidente Cristina Kirchner. O país é o primeiro a permitir o casamento gay na América Latina. As informações são da agência Ansa.
A juíza Corvella, que é evangélica, disse que não realizaria matrimônios do tipo "por uma questão de princípios cristãos" e porque "na Bíblia, Deus não aprova esta forma de viver". No entanto, na segunda-feira, a diretora-geral do Registro de Pessoas de La Pampa, Irene Giusti, afirmou que Corvella havia recuado de sua decisão, inclusive "atendendo a casais do mesmo sexo no juizado, interessados em concretizar os trâmites".
No dia 17 de agosto, a magistrada oficializará a união entre os comerciantes Alberto Peralta, 61 anos, e Oscar Omar García López, 57 anos, que estão juntos há 27 anos. Segundo a agência DyN, os dois estiveram com Corvella. "Pareceu-nos uma mulher de grande coração, e inclusive rezamos juntos. Ela nos convidou à Igreja Evangélica, porque é muito crente", disse García López.






